quarta-feira, 31 de março de 2010

Um balanço

Março foi um mês esquisito!
Estudei muito!
Recebi uma boa notícia, ainda não confirmada, mas motivadora.
Fiquei feliz.
Fiquei muito triste.
Chorei muito...de tristeza...de sonhos...de vontades.

Decidi algumas coisas.
Voltei atrás.
Isso é até normal pra mim.

Confundiram-me com quem não podia.
Sofri muito por dias.
E ainda sofro, internamente

Fiz planos e desfiz planos.
Normal também.

A única coisa que me deixa triste é que sei que algumas coisas ainda serão levadas para o próximo mês.

Estou cansada de ouvir que tenho que ser pé no chão.
Deixa-me triste saber que nada pode ser como eu quero porque não dá.
Eu sei da minha realidade.
Tenho 100% de consciência.
Mas por que não posso ter o lugar que amei, mesmo sem conhecer?
Por que não posso ter uma belissima decoração, com um lindo jardim como gosto?
Pois quem me conhece, sabe que adoro night e dançar.
Mas também adoro os jardins, por do sol e praia.
Por que não posso ter as melhores fotos e vídeo?

Queria tudo lindo e perfeito.
Porque algo, bem lá dentro, me diz que será só essa vez.
Algo me diz que, com todos os seus defeitos, é ele.
Queria poder dizer que foi o nosso dia, e mais ainda o meu dia de princesa, como costumava chamar e eu adora até ver o que não devia e comparar com o passado.

Eu sei que não posso me dar a certos luxos.
Sei tanto que pensando em tudo me dá uma pena de gastar em uma única noite.
Mas estou/estamos ralando tanto, trabalhando tanto, querendo tanto, buscando tanto por uma coisa pro futuro e não apenas momentânea.

Será que com tudo isso meu futuro não vai ser bom?!
Será que não valeria o prazer de uma noite?

Não sei mais.
Só sei que cansei de ficar nesse turbilhão de felicidade e tristeza.
Decidi deixar pra lá.
Não sei se vou querer se for de qualquer jeito.
De repente, até queira.
Mas vou deixar o tempo passar... viver um pouco e na hora o que tiver que ser vai ser.

Assim não vou me frustrar com faltas de ações.
Não vou me frustrar com coisas não feitas, como as não lidas em livros conjuntamente.
Não vou esperar e nem me frustrar com nada.

Que em abril comece uma nova fase, junto com meus chocolates!!!
Espero que muitos.

:-D

segunda-feira, 29 de março de 2010

...

Uma boa desculpa pra desistir de tudo às vezes vem de coisas pequenas!

Do que foi mesmo que você me chamou?!

E agora?!

Novamente, me vi fazendo coisas que não queria.
Novamente, me vi tomando frente a situação.

Cansei de ter que decidir tudo.
Não quero mais.
Mais não sei o que não quero mais.

Vou ficar quietinha.
Viver a vida.
Esquecer dos planos e sonhos.
Esquecer porque tenho corrido tanto atrás de certas coisas.
Afinal, dinheiro não é tudo na vida.
Esquecer de velhinhos juntinhos.

Deixar o vento me levar...
Lembrar das pequenas coisas que me fizeram felizes.
Um sorvete
Um banho de mar
Uma praia com os amigos.
Um nascer do sol no mirante do leblon.
Um carinho especial.
Pipoca com guaraná.

Não quero mais nada que não seja a minha realidade.

Só quero a felicidade que Deus me dará!

Certezas e Incertezas

Em um segundo tenho todas as certezas do mundo.
Tenho a certeza que independente da atitude que eu tomar tudo vai dar certo.

No outro segundo, a realidade bate a porta.
Os pés tocam o chão e tenho a incerteza de toda certeza anterior.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Por que as mulheres querem casar?

É engraçado como parece que o universo conspira a seu valor, ou contra algumas vezes, mas tudo acontece na hora certa para se refletir.

Não faz tempo que sentamos, conversamos, calculamos e sonhamos. Mas em um único momento tudo foi desfeito. A realidade aceita! Ainda não dá!

Apesar disso o sonho ainda não morreu. Conversas continuaram, sonhos continuaram e mais uma conversa. Dessa vez sem papel, apenas com os fatos já conversados e a realidade bateu de novo a porta. É realmente não dá.

Temos um plano: o apartamento. Após isso, a oficialização. E onde entra a lua de mel?! Nessa ordem racional e cronológica, o casamento ficaria pra anos-luz.

Aceitei a racionalização. Vamos apenas morar juntos. Compramos a nossa casinha e vamos viver lá a vidinha de casados sem casar.

Mas no fundo fica aquela pontinha: Por que as mulheres querem casar? Por que EU quero casar?!

Será que o desejo de casar – salvo raríssimas exceções – vem principalmente das mulheres, mesmo?! Sem o homem não ligar mesmo pra isso?!

Acho que apenas morar juntos me da uma sensação de não oficialização tão esquisita. Tenho tanto medo de não me sentir plenamente satisfeita em morar junto sem mais falar no assunto. Talvez pareça menos definitivo, menos assumido...

No fundo, no fundo tenho um desejo obscuro de mais romance.

Porque, pensando racionalmente, não acho que festejar e assinar um papel seja maior do que a decisão de mudar nossas vidas e dividir uma casa comum. Então, após um tempo morando juntos e comprometidíssimos um com o outro, podemos perder a importância de colocar um anel no dedo, de assinar ou não um papel, de fazer uma festa?

Afinal, poderemos comemorar juntos, a dois?

Todos os dias pode haver comemorações tranquila e silenciosa, na verdade... A rotina de casal deve ser tão gostosa... Dar valor à presença do outro a seu lado, todos os dias... Ficar feliz todas as manhãs, quando acordar juntos, abraçados... Mas podemos (ou posso) sentir, mesmo assim, falta do “romance” que aprendi a desejar nos filmes e contos de fadas... De alguma forma, pode faltar o rito de passagem pulado.

Na maioria dos casos, os homens não parecem dar a mesma importância a essas coisas: o evento casamento, o rito de passagem, a oficialização por meio dos símbolos tradicionais. A maioria que já vive em casal, aparentemente, se sente casada. Mas suas mulheres, mesmo morando junto – em alguns casos, há anos –, mesmo sendo independentes e modernas e nunca terem antes dado essa importância toda para casamento, parecem ter chegado a um momento em que passaram a sentir falta, como se tivessem deixado de viver algo que deveriam viver.

Com certeza, nessa situação deve surgir a dúvida se valia mesmo a pena casar, racionaliza-se que já não é preciso, que já estavam casadas na prática, e se perguntam se valia a pena gastar tanto com um evento de uma noite (pergunta recorrente: “não seria melhor dar entrada em um apartamento?”). E volta e meia se surpreendem com um sentimento de frustração por não terem passado por isso. No fundo, querem casar.

Desejo / sonho não ter nada a ver com racionalização...

Atualmente, nós, mulheres somos criadas para ser independentes e modernas... Mas, ao mesmo tempo, desejamos viver intensamente o sentimento, o momento e essas ideias românticas reprimidas. E surge todo tipo de dúvidas e inseguranças – originadas na culpa por querer algo considerado tolo por boa parte da sociedade moderna...

Mas por que sentimos tanta falta do evento e do simbolismo do casamento? Por que, mesmo sendo felizes no dia a dia, morando juntos há anos etc., sentimos que a entrega não foi completa até que haja algum tipo de ritual, de promessas, de simbolismos?

Todas vivemos a “síndrome de Cinderela”.

Apesar de não sermos mais criadas apenas para casar, os filmes, os contos de fadas e os capítulos finais das novelas continuam nos dizendo que o “felizes para sempre” só vem depois do casamento. Mesmo que não tenhamos sido criadas dessa forma, não acreditemos de verdade nessa história e tenhamos uma atitude mais prática perante a vida, no íntimo ainda queremos o romance espetacular, dramático: que o príncipe venha a cavalo, professando seu amor, escreva seu nome no ar com fumaça de um avião – ou outras bobeiras inventadas por aí... Assim, a mulher se sente realmente muito amada – afinal, se o homem topou fazer esse papel ridículo só para se declarar a ela, só pode ser prova de amor, não é?

Durante tanto tempo, o dia do casamento foi visto como o dia mais especial do dia de uma mulher que esses valores tão arraigados, que, mesmo não nos pertencendo nem ao nosso tempo, parecem, por vezes, difíceis de deixar para trás. É um valor tão forte que gerações chegaram a lutar contra e a romper com eles... apenas para que, depois, as gerações seguintes os resgatassem – como agora; o casamento nunca esteve tão em alta nem foi tão mirabolante, com tantas variáveis, luxos e frufrus.

Cada vez que converso ou faço contas ou tomo decisões me perguntou se a ordem dos meus / nossos planos está correta. Tantas pessoas moram tanto tempo de aluguel. Pouquíssimas pessoas tem a nossa idade e planejam coisas tão grandiosas e certas como as nossas.

Pode parecer esquisito, mas em alguns momentos me sinto casada: dormir e acorda junto, programar coisas, ou não programar nada, não tomar nenhuma decisão sem a opinião do outro. Dividir planilhas de gastos, economias... Ler livros juntos, comer no mesmo prato e na mesma colher, beber chope no mesmo copo.

Acho que só falta o grande passo, o nosso grande projeto junto. Só não sei qual deve ser o primeiro.

E no fundo, no fundo viver o momento de organização e da cerimônia só pode ser vivido por um motivo, o qual considero certo: realmente encontrar alguém com quem quero passar o resto da minha vida. Quero ficar velhinha ao lado dele e quero que cuidemos um do outro na velhice. A festa não é o fim, é a consequência.

O fim é a vida a dois. O fim é a nossa vida a dois.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Meu príncipe encantado

Olha-me com os olhinhos brilhando, sempre.
Atende ao telefone de um jeito que mostra que está feliz.
Liga apenas para desejar "Bom dia".
Liga apenas para desejar "Bom noite".
Aguarda ansiosamente pelo fim de semana.
Adorar bater fotos e registrar nossos momentos.
Adora planejar novidades.
Não esquece de datas especiais.
Sempre mostra que não esqueceu:
Um buquê ou apenas uma única flor.
Uma caixa de bombom ou apenas uma bombom.
Um lindo cartão ou apenas um bilhetinho.
Um grande gesto de amor ou apenas um cafuné.

Meu príncipe encanto
Faz surpresa apenas pela surpresa.
Um jantar preparado por ele.
Uma saída que ele programou.
Um programa: cinema, teatro ou parque.
Não faz nada e ainda faz tudo.
Uma ação e não uma promessa.

Quase um príncipe.
Só faltou o cavalo branco
Ou eu não acordar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mudanças

Apesar de tudo estar bem
Apesar de tudo estar nos eixos
Apesar de ter voltado a sonhar com meus planos
Apesar de ter sorrido e ainda estar sorrindo...

Eu lembro
Eu sinto
E, às vezes, até sofro.

Menos que antes...
Mas vai passar...

E vou esquecer...
Mais uma vez...

terça-feira, 16 de março de 2010

...

A vida nos ensina que o amor não consiste em olhar um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direção. – Antoine de Saint-Éxupéry

ELE

“Ele é bonito no seu jeito normal de ser, ele é natural, sensual quase sem querer... menino maneiro, não tem frescura, ele é doce e tem a cor da doçura. Te ver me faz viver e me faz feliz a vida inteira. Quando eu lembro você sorrindo, não há nada mais lindo que contemplar a beleza límpida, sem mentiras, a beleza simples, a luz cristalina do teu olhar. E isso me faz viver, me faz feliz a vida inteira. Quero voltar, parar em teu porto, te abraçar, ficar bem juntinho, coração com coração, batendo apertadinho.

segunda-feira, 15 de março de 2010

De novo nos eixos

Não sei bem o que Deus pretende da minha vida.

Não sei se há de verdade um plano.

Sei muito menos o que ele pretende com algumas situações.

Qual será o real propósito de me ferir?

Qual será a função de ver lágrimas rolarem dos meus olhos?

Qual o objetivo de um sorriso de verdade não surgir por dias e dias?

Acho que nunca terei essas respostas.

Mas posso dizer o que sinto hoje.

Após os dias sem sol, dias nublados e tristes, o sol despontou de novo.

O medo de nada ser mais igual passou.

Tudo está bem.

A vida está bem.

Os planos são os mesmos, com os mesmos problemas é mesmo.

Mas estão lá, talvez com mais certeza, talvez com mais carinho e desejo.

Cada vez acredito mais que Ele sabe o que faz. E sendo Quem é, faz tudo certo.

A pequena dor de hoje, será a felicidade de amanhã!

E cada vez eu sei que Te amo mais e mais.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Na sala de espera

Estava eu com os meus problemas e dilemas internos na sala de espera do dentista. Pego uma revista pra ler, acho que é Marie Claire. Abro sem querer numa matéria sobre pedidos de casamentos inusitados.

Aposto que ali havia no máximo uns 8 homens que tinham tratado esse dia com um carinho especial. Um pedido num vôo de balão, um pedido mergulhando numa grande praia (depois de 12 anos de namoro, aff, depois desse tempo todo tinha que ser especial mesmo), um grande coração de chocolate com as alianças.

Fico me perguntando porque será que alguns homens, por menos românticos que sejam conseguem tratar com carinho um momento que é especial para uma mulher (pra uma canceriana como eu, então!). Porque será que outros têm que ser pressionados?

Talvez seja porque o momento ainda não chegou.. Talvez seja porque ele é durão demais pra admitir que realmente está apaixonado e achou quem lhe faz bem... Vai saber....


Na mesma revista, tinha uma outra matéria muito interessante: Homens também fingem orgasmo.

Isso pra mim, já parecia meio obvio. Não que eu imaginasse que alguns fingem mesmo. Fingem que gozam, amarram a camisinha e pronto... Mas sempre achei que algumas reações demonstravam que era melhor nem ter começado.

Acho que homens e mulheres têm direitos iguais. Eles também têm o direito de não querer todo dia porque estão de fato cansados, com a cabeça cheia de problemas. Ou mesmo, você ainda tem carinho pela pessoa, mas não mais tesão... Fazer o quê a vida é assim!

Hoje, realmente foi uma pena a sala de espera não estar cheia pra ler toda a revista!

:-|

Cada dia meu coração está mais inquieto com essa falta de carinho que estou sentindo...
Queria, ao mesmo tempo, consertar e melhorar as coisas.
Queria poder voltar no tempo.
Não fazer besteiras.
Não deixar que os outros façam.
Mas infelizmente não posso.
As coisas já aconteceram.
O mundo mudou.
Meu olhar sobre o mundo mudou.
As pessoas não são mais as mesmas.
Meu olhar sobre elas mudou, e muito.
Nem os sentimentos são.
Nem eu sei se eles exitem.
Ou se apenas mudaram.
Ou se apenas adormeceram.

Ai que dor que me dá!

terça-feira, 9 de março de 2010

Dor!

Como já disse algumas vezes é em momento de dor que as palavras fluem e possíveis poetas são descobertos.

Estava eu a refletir sobre a dor e magoa. Porque um rolar de lágrimas surgem de situações não esperadas...

Cheguei a uma conclusão.

Todos sabemos que estamos sensíveis a dor. Qualquer um pode nos machucar, seja fisicamente ou não. Essa ação nos causa dor.

Mas a maior das dores são causadas por pessoas queridas. Saber que ela gosta de você e que por esse motivo não fariam nada para magoá-la faz com que a dor nos pareça ainda maior.

Racionalmente, sabemos que não houve intenção. Ela não queria ver as lágrimas rolarem ou a magoa se instalar. Mas ela é humana, cheia de defeitos e qualidades, cheia de atitudes certas e erradas. E errou, causou a dor, sem intenção, mas causou.

Cabe ao ser machucado: deixar as lágrimas rolarem enquanto for necessário, dar tempo ao tempo e depois levantar para um novo dia. Um lindo dia de sol.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tristeza

As vezes, não sabemos o motivo de não estarmos tão felizes.
Ao andar pela rua ou ligarmos nos tele-jornais, vemos o quanto algumas pessoas estão sofrendo.
E eu, com tanto, não me encontro feliz.

Um campo afetado em nossas vidas acabam gerando uma falta de prazer nos outros campos.
Mas não direi que todos estão uma droga.
Só não está como poderia estar.
São exatamente os campos sem problemas que nos ajudam a consertar o que não está bem.

O campo afetado se amplia com a generalização.
O que estava bem, não parece estar mais.
Quem não estava bem, consegue afetar os outros, que passam a não ficar tão bem.

No outro, a coisa vai se acumulando.
Uma frase mal dita.
Uma lembraça de fotos achadas.
Um silêncio, enquanto se esperava respostas.
Uma ausência em um dia de necessidade de presença.
Uma percepção de que com ela tudo é diferente.
Nada pra ela é prioridade.
E, por fim, um nome trocado.

Um nome trocado.
Uma dor profunda.
Um sentido partido.

O que representa um nome trocado?
Saudade?
Lembrança?
Vontade?
Arrependimento?

Em mim, dor!

Daqui pra frente...
Só o destino sabe.
As vezes, se consegue superar.
As vezes, não!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Confusões

Muitas vezes quando o coração dói, além de lágrimas saem palavras.

Mas as vezes não se tem palavras.
Apenas sentimentos confusos.
Sonhos partidos.
Dúvidas!!!

Sempre dúvidas:
gosto? não gosto?
quero? não quero?
Amo? Não amo?
Sonho? Não sonho?

Por que ser tão inconstante?
Tudo podia ser muito mais simples.

"Mas se fosse não teria graça!"