quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009

E ai, o que você fez de bom?

Mais um ano acabando.

Um ano bissexto.

Mais um dia a viver.

Mais um dia para rir.

Mais um dia para sofrer, crescer...


2008, um ano diferente.

2008, um ano com novas experiências

novos projetos, novos sentimentos, novas realizações.


Definitivamente, um excelente ano.

Em alguns momentos, a vida só precisa de um mar agitado para se acertar.

2009, que este seja apenas uma continuação do mar agitado.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Percursos

Como diz um pensamento adolescente:
"Cada pessoa que passa em nossa vida,
passa sozinha,
porque cada pessoa é única e para nós,
nenhuma substitui a outra.

Cada uma que passa em nossa vida,
passa sozinha,
mas não vai sozinha,
nem nos deixa a sós...

Leva um pouco de nós mesmos
e deixa um pouco de si mesma.
Há as que levam muito,
mas não há as que levam nada.
Há as que deixam muito,
mas não há as que deixam nada.

Esta é a mais bela responsabilidade de nossa vida:
a prova tremenda de que cada uma é importante
e de que ninguém se aproxima de outra por acaso."

Se isso é mesmo verdade, por que desejamos que algumas pessoas nunca tivessem aparecido em nossas vidas?

Conviver com algumas pessoas é, de fato, uma aprendizagem.

Mas será que ela não poderia ter ocorrido de forma menos dolorosa?

Amigos que não são amigos.
Familiares que não são familiares.
Amores que não são amores.
Tantas coisas que dizem ser alguma coisa.

Mas no fundo não são nada.
Viver é viver.

Mas será que viver também é aprender sofrendo?!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Olhares

No mundo que gira, esbarrei com você.
Em meio a rotina agitada.
Saídas de felicidade constante.

Parei 1 minuto.
Parei 1 segundo.
No mundo que gira 1 minuto bastou.


Encontrei você.
Mudou-me.

Mudaram as saídas de felicidade.
Mudaram as fantasias.
Mudaram os olhares.
Mudaram os desejos.

Apenas seus olhares me interessam.
Apenas seus elogios são sinceros.
Apenas seus carinhos são esperados.
Apenas você me fará eternamente feliz.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Menina-Flor

Porque você é uma menina
com uma flor
e tem uma voz que não sai,
eu lhe prometo amor eterno,
salvo se você bater pino,
que aliás você não vai nunca
porque você acorda tarde,
tem um ar recuado
e gosta de brigadeiro:
quero dizer, o doce feito com leite condensado.
E porque você é uma menina com uma flor
e chorou na estação de Roma
porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris
e você ficou morrendo de pena delas partindo
assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras.
E porque você quando sonha
que eu estou passando você para trás,
transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano
e implica comigo o dia inteiro
como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar.

E porque quando você começou a gostar de mim
procurava saber por todos os modos
com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor,
se vestindo parecido.
E porque você tem um rosto que está sempre num nicho,
mesmo quando põe o cabelo para cima,
como uma santa moderna,
e anda lento,
a fala em 33 rotações
mas sem ficar chata.
E porque você é uma menina com uma flor,
eu lhe predigo muitos anos de felicidade,
pelo menos até eu ficar velho:
mas só quando eu der aquela paradinha marota
para olhar para trás,
aí você pode se mandar, eu compreendo.

E porque você é uma menina com uma flor
e tem um andar de pajem medieval;
e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz,
e você desafina lindo
e logo conserta,
e às vezes acorda no meio da noite
e fica cantando feito uma maluca.
E porque você tem um ursinho chamado Nounouse
e fala mal de mim para ele,
e ele escuta mas não concorda
porque é muito meu chapa,
e quando você se sente perdida
e sozinha no mundo
você se deita agarrada com ele
e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho.

E porque você é uma menina
que não pisca nunca
e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação,
e você é capaz de ficar me olhando horas.
E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça,
e quando eu olho você muito tempo
você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando.

E porque você é uma menina com uma flor
e cativou meu coração e adora purê de batata,
eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor,
eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho,
como nesse último mês em Paris;
fica tudo uma rua silenciosa
e escura que não vai dar em lugar nenhum;
os móveis ficam parados me olhando com pena;
é um vazio tão grande
que as outras mulheres nem ousam me amar
porque dariam tudo para ter um poeta pensando assim por elas,
a mão no queixo,
a perna cruzada triste
e aquele olhar que não vê.

E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço,
eu escrevi uma canção tão bonita para você,
"Minha namorada",
a fim de que, quando eu morrer,
você se por acaso não morrer também,
fique deitadinha abraçada com Nounouse,
cantando sem voz aquele pedaço
em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira,
minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor
e eu estou vendo você subir agora
– tão purinha entre as marias-sem-vergonha –
a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nestas montanhas recortadas
pela mão presciente de Guignard;
e o meu coração,
como quando você me disse que me amava,
põe-se a bater cada vez mais depressa.

E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço,
e o mato à nossa volta se faz murmuroso
e se enche de vaga-lumes
enquanto a noite desce com seus segredos,
suas mortes, seus espantos.
Eu sei, ah, eu sei
que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive,
e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei;
e que todas as mulheres que eu amei,
como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno,
foram passando você de mão em mão,
de mão em mão até mim,
cuspindo no seu rosto
e enfeitando a sua fronte de grinaldas;
foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações –
porque você é linda,
porque você é meiga e sobretudo
porque você é uma menina com uma flor.

Na verdade continuo sob a mesma condição: distraindo a verdade e enganando o coração.

Esse texto não é meu, mas bem que eu queria que fosse.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Falas dos outros

Achei uns pensamentos que vão guiar o meu 2009.

O que importa é o agora.

É difícil ser firme quando se está vulnerável.
Amar também é nunca se sentir preparado
e mesmo assim continuar porque continuar é o que nos faz crescer.

Nelson Rodrigues dizia que
convalescer é o que faz a doença valer a pena.
Acredito que deixar o amor convalescer
e andar para frente é o que faz a vida valer a pena.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dúvidas

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio:
quando se conhece o fim,
quando se sabe que doerá muito mais
-por que ir em frente?

Não há sentido:
melhor escapar deixando uma lembrança qualquer,
lenço esquecido numa gaveta,
camisa jogada na cadeira,
uma fotografia –
qualquer coisa que depois de muito tempo
a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.

Melhor do que não sobrar nada,
e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.

Eu prefiro viver a ilusão do quase,
quando estou "quase" certa
que desistindo naquele momento
vou levar comigo uma coisa bonita.

Quando eu "quase" tenho certeza
que insistir naquilo vai me fazer sofrer,
que insistir em algo ou alguém
pode não terminar da melhor maneira,
que pode não ser do jeito que eu queria que fosse,
eu jogo tudo pro alto,
sem arrependimentos futuros!

Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo,
que com a certeza de ter acabado em dor.

Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!

É uma compulsão horrível
de quebrar imediatamente qualquer relação bonita
que mal comece a acontecer.

Destruir antes que cresça.
Com requintes,
com sofreguidão,
com textos que me vêm prontos
e faces que se sobrepõem às outras.

Para que não me firam, minto.
E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir,
sem prestar atenção se estou ferindo o outro também.
Não queria fazer mal a você.
Não queria que você chorasse.
Não queria cobrar absolutamente nada.
Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem?
Sem que se consiga controlar...

(Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Impulso para baixo

"Hoje renuncio aos meus vícios e explosões, aos meus calos e emoções.
Hoje renuncio a você, que insiste em me denunciar e me derrubar.
Renuncio à necessidade de estar perto, porque não preciso disso... mesmo.
Renuncio aos joguetes, às renúncias, às expectativas e às tentativas.

Vou passar um trator sobre a frustração de cada dia.
Sem escutar por trás da porta o que poderia ter sido.
Não quero mais saber de ter que explicar o que não sei
E a sempre querer conversar para ter que me sentir em um monólogo...
Sinceramente, você me emperra.

Então, não espere que eu enfrente suas metonímias
Ou invente precocemente meu epitáfio
Que eu caia em sua retórica por não ter respostas na língua
Ou que eu te ligue, sem ter o que dizer
Já falamos mais do que deveríamos
Não que eu me comporte às regras
Não como você

Já chega de reformas
De reconstruções
Reformulações
Restrições
E restos

Se você não pode fazer com que eu me sinta melhor do que me sinto quando estou sozinha,
Não há motivo algum para estarmos juntos."

As vezes, as palavras alheias dizem tudo que eu queria dizer"

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A gente se acostuma

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos

e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.

E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.

E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.

E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.

A tomar o café correndo porque está atrasado.

A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.

A comer sanduiche porque não dá para almoçar.

A sair do trabalho porque já é noite.

A cochilar no ônibus porque está cansado.

A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.

A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.

A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.

E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a pagar mais do que as coisas valem.

E a saber que cada vez pagará mais.

E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma à poluição.

Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.

À luz artificial de ligeiro tremor.

Ao choque que os olhos levam na luz natural.

Às bactérias de água potável.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.

Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.

Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.

E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.

Marina Colassanti

terça-feira, 2 de dezembro de 2008



E, por que queremos tanto mudar os outros?!

Se nos apaixonamos por ele assim que o vimos.

Deviamos aceitar tudo.

TUDO

O olhar caminhoso.

As palavras singelas.

O cuidado com os nosso sentimento.

TUDO

A preguiça em excesso.

A enrolação com horários.

A difículdade de aceitar a liberdade.

TUDO

domingo, 30 de novembro de 2008

Mediocridade

Poderia dizer que minha vida está perfeita se tivesse nascido para a mediocridade (no bom sentido, apesar de tudo). Sonho com uma vida simples:viver numa cabana com meu amor e com as crianças, com minha família unida e bem, vivo idealizando um emprego legal, e teatro aos fins de semana, e dormir bem a noite... viver de arte, e de diversão.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Presente

A idade de ser feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar
e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada
em que a gente pode criar
e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo
e coragem em que todo desafio
é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO,
de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

Mario Quintana

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pensamentos

Só mais um dia entre os outros 365.
Só mais um dia comum:
segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado ou domingo.

Só mais um dia.
Só mais um dia de vida.
Um início de um novo ciclo: uma nova idade, uma novidade.

Mais um dia que será seguido de outros dias.
Mas não, não adianta.
Não é só mais um dia.
É o seu dia!!!!

Seu dia de comemorar.
Comemorações, felicitações, abraços, sorrisos, desejos, carinhos e atenção.
No seu dia dê espaço as alegrias.

E, por 24 horas, esqueça as tristezas e obrigações.
Este é o melhor dia do ano.
Excelente para novos planos, afinal, começa um novo ciclo.

E, amanhã?!
Amanhã, sim, é só mais um dia!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ai, ai...

‘Se é bonito, é metido a besta.
Se é legal, é feio de doer o olho.
Se é bonito e legal, é galinha.
Se trabalha, não tem tempo para mim.
Se não trabalha, não quer saber do futuro.
Se é tímido, me dá agonia.
Se é extrovertido, tem amiguinhas aos montes...
Mas se é muito perfeito,
é perfeito demais,
aí também não dá, né?’.

E assim ela segue com seu pranto sem fim...

sábado, 15 de novembro de 2008

Apenas Gostar

Tão fácil dizer que vivo o hoje.
Tão fácil agir como se não tivesse planos com você
Tão fácil fingir que não quero passar o resto da vida ao seu lado.


Tão dificil para a alma não dizer nada disso.
Tão dificil apenas pensar essas coisas e não te assustar.

Tão dificil ser racional e não sentimental.

Tão fácil não ser eu.
Tão dificil querer ser eu.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Noites, eu e você

Porque minhas noites ficaram assim,
lindas
estreladas
Porque minhas noites se tornaram
sonhos
desejos
felicidades
Porque minhas noites
não duram o suficiente
desde que você chegou!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

E, então, o que você vê?!

E o que é que ela vê nele?
Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas,
e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles.

O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial?
E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele:
ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai,
ela vê uma serenidade rara
e isso é mais importante do que o Porsche
que ele não tem,
ela vê que ele se emociona com pequenos gestos
e se revolta com injustiças,
ela vê uma pinta no ombro esquerdo
que estranhamente ninguém repara,
ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente,
ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro
e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista,
ela vê que ele erra,
mas quando acerta, acerta em cheio,
que ele parece um lorde numa mesa de restaurante
mas é desajeitado pra se vestir,
ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões,
ela vê que ele é um sonhador incorrigível,
ela o vê chorando,
ela o vê nu,
ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela:
ele vê, sim,
que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli,
mas vê que ela tem uma coxa roliça
e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro,
e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado,
e vê que ela precisa dele
e isso o faz sentir importante,
e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente,
mas faz um cafuné que deveria ser patenteado,
e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo
e que faz parecer que é sempre primavera,
de tanto que gosta de flores em casa,
e ele vê que ela é tão insegura quanto ele
e é humana como todos,
vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa,
mas é ao seu lado que está,
e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde
e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos,
e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Promessas

Reveillon
Pedidos
Ondas a pular
Uvas a comer
Pedidos a fazer


Pedidos foram feitos.
Pedidos foram atendidos.


Ou era o destino?

Será que você estava no meu destino?
Será que toda a dor sofrida fazia parte do meu caminho a você?


Entre reflexões só falta uma coisa:
Vamos cumprir as promessas!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Situações Inesperadas

Você sempre tão perfeita
Hoje é só mais uma mortal.
Criticas
Elogios.
Eles se misturam
E nada mais parece real.

O sonho acabou
Você se ferrou
O momento agora é de crescer.
Afinal, é hora de erguer a cabeça
Vamos deixar de chorar!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

GOSTAR É TÃO FÁCIL...

Talvez seja tão simples, tolo e natural
que você nunca tenha parado para pensar:
aprenda a fazer bonito o seu amor.

Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí,
amores mesmo,
bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito.

Apenas isso:
bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais
de repente se percebeu ameaçados
apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos:
cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender;
necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões.

Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar,
de exigir justiça, equidade, equiparação,
sem atinar que o que está sem razão
talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira.

Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor,
pois é invocado com justiça mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência.
Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade,
da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível?
Talvez não.

Cheio ou cheia de razões,
você espera do amor apenas aquilo
que é exigido por suas partes necessitadas,
quando talvez dele devesse pouco esperar,
para valorizar melhor tudo de bom
que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre,
e sofrendo deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo.

Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas
e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se:
encabulamentos; ser pego em flagrante gostando;
não se cansar de olhar, e olhar;
não atrapalhar a convivência com teorizações;
adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”,
arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.

Para quem ama toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos):
não teorize sobre o amor, ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme,
como: a sinceridade; não dar certo;
depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito);
abrir o coração;
contar a verdade do tamanho do amor que sente.

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido):
seja apenas você no auge de sua emoção e carência,
exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.
Revivendo os carinhos que instruiu em criança.
Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito,
ou fazer bonito o seu amor,
ou bonitar fazendo seu amor,
ou amar fazendo o seu amor bonito
(a ordem das frases não altera o produto),
sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma. Cuide da voz.
Cuide da fala. Cuide do cuidado.
Cuide do carinho. Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor
e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

ARTUR DA TÁVOLA

É isso ai!

Se um dia alguém fizer
com que se quebre
a visão bonita que você tem de si,
com muita paciência e amor reconstrua-a.

Assim como o artesão recupera
a sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante,
você é a sua criação mais valiosa.

Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro,
para bem dentro de você
e faça dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.

Crie este universo agradável para si.
O mundo agradecerá o seu trabalho.

(Brahma Kumaris)

domingo, 2 de novembro de 2008

Case-se comigo

Vanessa Da Mata
Composição: Liminha e Vanessa da Mata


Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não pareça tão bom pedido
Antes que eu padeça
Case comigo
Quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde e seja um pouco mais assim
Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não me pareça tão bom partido
Case-se comigo
Antes que eu padeça
Case comigo
Eu quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde e seja um pouco mais assim

Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

Seja meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

O que te falo nunca é o que te falo e sim outra coisa".

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Criticas

Não está bom.

Não gostei da sua roupa.

Sua maquiagem está estranha.

Seu texto está um lixo.

Que músicas são essas que você gosta?

Esse é o lugar que vc frequenta?

Seus amigos?!

Sua casa, essa é a sua casa...

Criticas, e mais, criticas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Promessas, tolas promessas

Promete que sussurra EU TE AMO no meu ouvido?
Ou que me dá um monte de beijinhos na nuca?
Promete que está apaixonado e que vai ficar olhando dentro dos meus olhos?
Ou que esquece toda a dor que já passou e me fez passar?
Promete?

Promete que perdoa nossos equívocos?
Que vai passar o tempo todo juntinho de mim?
Promete me ensinar a dividir meu tempo com você?
Ficar comigo olhando a chuva cair lá fora na janela?
Ou ficar olhando o céu, as estrelas, a lua bem do meu ladinho?
Mexer devagarinho no meu cabelo quando eu estou deitada no teu peito ou no teu colo?
Me dá um beijo bem grande?
Promete? Você promete?

Promete que vai contar umas mentirinhas só pra me ver em horas não adequadas?
Promete que deita do meu ladinho, me abraça e dorme ali mesmo?
Promete que sente saudades?
Que quando me encontrar vai sorrir, me abraçar e não me soltar?
Deitar no colchão comigo pra ver um filme?
Colocar a música que eu gosto?
E quando ouvir a nossa música me liga só pra dizer que lembrou de mim?
Você promete?

Cantar pra mim?
Não me fazer sentir ciúmes?
Promete?

Promete que não vai querer que eu vá embora?
Que vai roubar um beijo quando eu não estiver prestando atenção?
Promete ligar só pra ver se eu estou bem?
Tirar fotos comigo?
Promete que compra um potão de sorvete só pra nós dois?
Promete?

Promete fazer carinho na minha mão?
Pegar no meu pé, e dizer que não agüenta mais ficar longe de mim?
Promete que me manda flores?
Que me leva para dar um volta..?
Promete que vai deixar eu dar um beijo na sua orelha bem estralado?
Chorar comigo?
Nunca me esconder nada?
Sair de um lugar quando eu não gosto?
Promete me deixar te ajudar sempre?
Me dar mais razões para gostar de vc?

Promete que o dia vai passar rapidinho para eu te ver de novo?
Me pegar no colo?
Promete prestar atenção no que eu digo?
Promete cuidar de mim quando eu estiver doente?
Promete que faz carinha de coitadinho só pra mim?
E que fecha a porta quando a gente entrar?
Promete?

Promete que me chama de alguma coisa bonitinha?
Promete?
Promete sentar do meu lado, e deixar eu beber só mais um pouquinho..
Promete que me empresta a tua roupa para eu dormir no inverno?
Promete rir das minhas besteirinhas e promete que confia em mim?
Promete que me deixa recadinho e que me olha de longe e ri?
Promete que o teu coração sempre baterá mais forte por mim?
Promete pra mim..?

Promete?
Promete que vai me amar?
Por muito tempo ainda..?
Promete que me fará feliz?
Promete?
Promete?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mulher, Tão-Mulher

Não adianta fingir.
Ser menina-mulher é querer
querer namorar
querer ganhar anel
querer noivar
querer casar
querer ter filhos
querer ser feliz.

Ser menina-mulher é querer mais
querer sair
querer se divertir
querer crescer profissionalmente
querer ser respeitada como mulher
querer ser diferente
querer ser igual

Ser menina-mulher é ser eu e você.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Vida Moderna

6h30min - Acordar e se arrumar.
7h30min - Sair atrasada. Na barriga, um café tomado às pressas.
8h - Horário de trabalhar. Mas as vezes esse horário real é as 8h30min.
... - Quatro horas de trabalho. O esperado horário de almoço se aproxima.
12h (meio-dia) - Isso é horário de almoço?! E, isso é almoço?! O que não daria por uma lasanha, massa ou bife com batatat-frita. Não fujamos da rotina e nem da dieta!
13h - De volta ao trabalho. Agora, só mais quatro horas.
17h - O fim da jornada. O fim dessa, mas não o fim de tudo. E muitas vezes nem mesmo o fim dessa, já que oito horas não são suficientes.

Cansada, derrotada, exausta.
Começa a segunda parte do dia.
Outro trabalho?
Malhação?
Educação Continuada?

Lanchar, Jantar?!
Quando a fome aperta ou o tempo deixa.

Dormir?
Quando a vida moderna autorizar!

Presentes

Você está me devendo.
Eu?
Claro, claro que está!
Estou devendo o quê?!
Presente?! Presente de que?!
Não é natal, não é seu aniversário.
Estou devendo o que?!
Olhares, toques, carinhos, amor e presença-presente!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Pele

Contato
Desejo
Vontade

Contato
Arrepio
Frio na barriga
Suor frio

Contato
Tremedeira
Gemidos
Prazer

Contato
Pele
Liquido
Eu e você

Meninas e sonhos

Sonhos bobos.
Expectativas bobas.
Esperanças bobas.

Sonham com o dia especial.
Meninas sempre tem dias especiais:
O primeiro olhar
O primeiro “oi”.
O primeiro toque.
O primeiro beijo.

Todos os primeiros.

Comemorações bobas.
Um ano disso, um ano daquilo...
Um ano bobo.
Contagens sem fim.
Contagens...

Mario Quintana

"Amar é mudar a alma de casa"

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ciclos e Vidas

Sentimental
Fundamental
Amor

Fundamental
Essencial
Trabalho

Superficial
Visceral
Paixão

Mortal
Fenomenal
Sexo

Condicional
Emocional
Eu e você!

Palavras

Palavras em mentes.
Palavras não ditas.
Palavras sonhadas, acreditadas, creditadas!

Olhar ao horizonte.
Olhar distante, perdido.
Olhar no mesmo sentido, acompanhado.

Toques...
Não há toques.
Não há palavras.
Não há olhar.
O que há?!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

E tudo acaba bem mesmo

Você tem um pretérito perfeito particípio:
perfeitamente acompanhado,
maravilhosamente curtido,
devidamente preenchido.

De uma maneira completamente diferente, eis seu presente em tom crescente:
Maravilhosamente acompanhado
Perfeitamente preenchido
E devidamente curtido

Para quem não entendeu,
Deixo assim ficar: subentendido...

sábado, 13 de setembro de 2008

Literatura pra quê?

Ler romance. Assistir comédia romantica hollywoodiana. Só podia dar numa coisa:

Ela entra numa relação acreditando que ele é o principe encantado, aquele do cavalo branco, que veio salvá-la da solidão. Acredita que sua história será marcada pelo: e foram felizes para sempre.

Só que "O sempre, sempre acaba". E, neste momento, começam as cenas de novelas mexicanas. Ela tem vontade de sumir, ser levada para o não-sei-onde mais distante possível, junto com a sua dor.

Pensa, repensa. Lembra, relembra. Seu felizes para sempre não resistiu nem a quatro estações. Seu principe encantado será apenas lembranças de lindas histórias, sonhadas sozinha, que agora o vento levou.

De repente, não mais que de repente, no meio daquela dor. No momento em que ela está preste a sucumbir e se jogar na maior das dores aparece um "certo alguém", que a salva. A salva do modo dele.

Ele tem um sorriso aberto, rasgado e exagerado. Ele nem de longe parece um herói. Seu olhar é de uma criança, distante dos seus. Contudo, tem a convicção de um homem quando diz o que quer e que a quer.

Não vem com planos para futuro, nem grandiosas promessas, mas segura forte sua mão e não deixa que ela vacile nem tropece.

Ela não se sente nas nuvens com ele, mas não troca essa sensação deliciosa de pisar no chão por nada. Eles estão caminhando juntos. Ele não diz que vai ficar com ela para vida toda, mas se mostra tão feliz com a sua presença que ela se sente totalmente realizada, de um jeito que ela duvidaria se sentir novamente.

E o que falar desses momentos?

Eles podem ficar séculos conversando, as vezes não por palavras, mas olhares, gestos e toques. Também podem se beijar enquanto o mundo acaba que nem sentiriam, o que significa que seriam mesmo ótimos amantes. Mas eles preferem ser essa coisa sem nome, sem “grande” e sem sempre.

Eles nunca sabem quando é ou será a hora de ir embora. Mas a diferença é que ele é autêntico a ponto de jogar todas essas verdades sobre ela, porque sabe que ela não é uma criança, nem uma princesa, nem uma tonta. E que merece, no mínimo, que ele seja sincero ao máximo que possa ser.

Não é porque ela quer, que ele vai passar a mão sobre sua cabeça e dizer que tudo vai terminar bem. Mas ele sabe fazer isso exatamente no momento em que ela mais precisa.

Ele sabe tocá-la do jeito que ela mais gosta e surpreendê-la da maneira mais bonita. Ele não quer que ela seja perfeita e não tenta jogar um muro sobre suas incertezas, mas vai ao fundo tentar tirar a bala alojada, porque ele quer o que está lá dentro, não apenas as coisas agradáveis de se mirar.

Não dá para apagar o passado quando a gente quer e bem entende, mas por que deixar que ele te perturbe com lembranças hoje inúteis, e renegar essa felicidade tão sincera e surpreendente que te acomete nesse presente?

De repente, ela não precisa mais se esforçar para olhar para o que vive agora. Ela se pega completamente envolvida com esse presente e tudo fica tão mais fácil, bonito até.

Dá medo, mas é maravilhoso.

Ela dá aquela olhada para trás, mas a força maior está aqui. Diria que isso é aprender a se amar, a amar-se o que se é, agora, ou talvez a amar o sorriso dele e a maneira com que ele a abraça e estala suas costelas. Ou amar a praia, quando ele está com ela lá; ou amar a festa quando eles dançam juntos. Ou amar o tempinho livre quando eles podem se ver.

Tanto faz.
É sempre bom.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Quero o prazer da ignorância

O ego faz querer mostrar e evidenciar cada vez mais a minha mais profunda inteligência.Li esse e aquele livro.Fui a esse e aquele evento.Admiro essa ou aquela banda ou estilo de música.

Pra que isso?!

Minha inteligência deveria ser minha.Meus momentos e sentimentos deveriam ser meus.Não nossos.

A ignorância dos outros em relação a mim poderia ser uma grande arma.Não teria que provar sempre a minha inteligência.Reafirmá-la.

Poderia apenas dizer as besteiras que desejos.Sem os possíveis julgamentos devido a minha não tão nova imagem.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Tudo de novo

Decisões.
Planos.
Projetos.
Prometi não faze-los.
Já descumpri a promessa.

Quero vida.
Alegria.
E dor, por que não?!
Todas ligadas a promessas e sonhos.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sonhos

Sonhos.
Tento não te-los.
Cansei de sonhar e não realizar.

Não existe a felicidade.
Existem momentos de felicidades.

Sou feliz hoje,
Amanhã, é um mistério.

Queria realmente acreditar nisso....

Queria achar que não te amo.
Queria tantas coisas.
Queria não precisar de vc!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O diferente sem igual

Não faço as mesmas coisas.
Medo dos mesmos erros.
Medo dos mesmos acertos.

Tento não sonhar.
Tento não planejar.
Tento ser diferente.
Diferente
Sou diferente?!
O que mudou?!
Mudei de verdade?

Estou feliz assim ou me esforçando?
Medo, medos, medos...

Normalmente é assim!

Nossa história só me machucou!
Os traumas estão sempre presentes.
Tudo me lembra você.
Coisas idiotas não são feitas porque me lembram você.
Medo de acontecer de novo.
Medo de tudo igual.

Não consigo ser quem era.
Culpa sua.
Culpa minha.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Diferente, diferenças

Mais uma vez o diferente.
O diferente com uns traços iguais.
Medo...
Muito medo de ver tudo de novo.

Semelhança que assusta
Semelhança que mostra o diferente.
Susto
Medo
Alegria
Frio na barriga
Sorrisos
Expectativas
Esperanças.

Diálogos

Gostei de você.
Eu disse: Gostei de você.
...
Te adoro.
Adoro você.
Adoro muito você.
Te amo.
...
Eu amo você.

Um Mês

Um mês.
Mais uma feliz idade.
Mais lições
Aprendizagens
Frustrações
Sorrisos
Lágrimas
Felicidades e..
Dor

Dor também
Mas que venham, e
Venham logo.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Felicidade em mim

Felicidade
Não na mão dos outros.
Nas minhas.
Minha felicidade.

Mais uma vez expectativas.
Expectativas frustradas.
Dor
Ressentimento
Re-início

Agora, não na sua.
Na minha mão.
Minha feliz idade!

Fernando Pessoa

"Vivo sempre no presente.
O futuro, não o conheço.
O passado, já não o tenho.
Não tenho esperanças nem saudades.

Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu desejara - que posso presumir da minha vida amanhã, senão que será o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade?

Não tenho nada do meu passado que me relembre como desejo inútil de o repetir.
O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas."

Diferente

Cansada de ser eu.
Cansada de sentir da mesma forma.
Gostar
Apaixonar
Amar
Igual.
Quero diferente.
Menos gostar.
Menos paixão.
Menos amor.
Será possível ser menos e ser feliz?!
Será possível ser menos e ser eu?!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Quem

És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.

Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo despovoado e profundo, persiste.

Eternidade

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amnhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu.

Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

Medo

O medo começa a me corroer.
Medo de perder
Perder o que ainda não tenho.
Ou tenho?!
Eu tenho.
Mas será que você tem?!
Sim
E
Não.
Medo, dor e tempo.
Qual será o primeiro a chegar...

Serenata

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.

Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.

Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.

Cecília Meireles

terça-feira, 13 de maio de 2008

Longe e perto

Tudo mudou.
O olho brilhou.
O brilho com medo.
Medo de ser.
Medo de não ser.
Distante de saber.
Muito perto do sentir.
Sinto mais que digo.
Digo pouco por medo.
Mas sinto, sinto muito.

Muito amor por você.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Reflexão!

Os barcos
Renato Russo
Composição: RenatoRusso/Dado villa-lobos

Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais:
Qualquer um pode vê
Só terminou pra você.

São só palavras: teço, ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos

E há muito estou alheio e quem me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor se há, tentava, já não tento.

E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é meu terreno e meu alarde.

Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
E você com outro alguém

E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver,
Só terminou pra você.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

TRATO (por Eduardo Baszczyn)

"vamos combinar, então, que da próxima vez eu abandono esse papel de santa. nada de coração, sentimento ou paixão. nada dessas palavras que a gente encontra em versos e poesias de cartão mal escrito. fica combinado que, da próxima vez, você vai se divertir em outro lugar. vai torcer contra mim sentado em outra arquibancada. rir de outra piada. fica assim, então, combinado. eu não choro mais de madrugada, não me chamo mais de tonta em frente ao espelho, não borro mais com a mão o meu batom vermelho. não puxo os meus cabelos. não brigo mais. nada de gritos e palavrões. nada de portas batidas rachando as paredes aos poucos. nada de perseguições. fica combinado que eu não acredito mais em bonecos de noivos em cima de bolo cheio de creme. em fatia cortada de baixo pra cima. em goles de bebida em copos cruzados. combinado, então. eu não me derreto mais com flores no meio do dia. não acredito mais em frases quase dentro da orelha. em lambidas no pescoço. em telefonemas. não me admiro mais com laço grande em caixa de presente. fica combinado que não sou mais a boazinha, a paciente. a partir de hoje, pedra no lugar do coração. fica combinado que não haverá mais sofrimento, dor, envolvimento. a partir de hoje, abandono de vez o papel de santa. serei puta. a partir de hoje, nem beijo na boca."

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Raiva

Sua felicidade meu deu raiva
Seu aproveitamento dos dias fez pensar nos meus.
Nada fiz.
Tudo igual
Arrependimento chegou
Causou dor.
Preguiça me causou arrependimento.
Sei que haverá outra vez, outros arrependimentos!

Sem fingir

A preguiça me maltrata
Em seu auge
Sinto prazer em nada fazer
Mas depois
A culpa me corroi.
O desperdício do tempo me mata
Morro de não ter feito
Divertido-me.

A preguiça acabará por me enterrar.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Inspiração: Monalisa

Queria acreditar que
nada desvia o destino.
Queria sentir que algum dia
entenderei o sentido do hoje.
Queria ter a certeza que apesar dessa dor,
ainda tenho muito a aprender.
Quem sabe, dessa vez, sem dor!

Talvez, um dia, sem menos esperar
Você, quem não conheço ainda, estará ali.
Paralisando-me com seu olhar.
Sendo generoso comigo, o destino.
Por te por no meu caminho.
A pessoa certa no momento certo.Depois de tudo aprender.

O caminho: dois caminhos

Dizem-me que tudo há um porquê.
Leio que sempre se aprende algo com o ruim.
Fiz o que achei certo.
Subi montanhas por você.
Enfrentei feras por você.
Faria tudo por você.
Como nunca achei que faria.
Hoje, sei que faria sim!
Mas você não quis.
Escolheu um terceiro caminho.
Um caminho sem nós!

Quero saber quando verei o que tinha que aprender disso?!

terça-feira, 18 de março de 2008

Sempre assim!

Encontrei-me.
Somente agora, senti sua falta.
Agora, sem mais ninguém por perto, percebi sua ausência.
Estranho querer dizer eu te amo, agora.
Ao seu lado nunca quis dizer.
E, as vezes, disse sem sentir.
Hoje, mais do que tudo na vida queria dizer Eu te amo.
Não sei se pra você ou qualquer um.
Mas o vazio aqui dentro me dá medo.
Incerteza do futuro.
Sonhos perdidos.
Olhos sem um porque.
Tudo isso está doendo tanto que dói mais.
Querer preencher cada momento só escondeu a dor de verdade.
E hoje ela aparece.
Não dá pra ser outra pessoa por muito tempo.
Meu tempo de outro alguém passou.
Agora, estou eu com o meu eu.
Não sofrendo, mas confusa com meu destino.
Queria apenas saber o porquê de tudo isso.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Falta

Foi difícil
Senti sua falta.
Sonhei com você.
Dormir para buscar você.
Preenchi meus momentos com outras buscas.
Outras pessoas.
Outros momentos.
Mas o silêncio me lembra você.
O vazio trás a sua falta.
A chuva me faz querer seu abraço.Sua falta faz falta.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Dor inspira

O poeta perdeu as palavras.
Elas se foram junto com suas lágrimas.
O seu dom do uso se encontra na dor.
E dor se foi.
O dia raiou.
Um belo dia.
Mesmo com a chuva fininha o dia raiou lindo.
Novas perspectivas.
Novos rumos.
Novos conhecimentos.

Assim não!

De novo, não!
Cometer o mesmo erro, não é certo.
Saber que nada vai dar em nada.
Estou apenas atrapalhando.

Não quero atrapalhar.
Não ia gostar que atrapalhassem.
Mas acho que atrapalharam.

Inclusive, porque não quero.
Não faz o meu tipo.
È legal do jeito que está.
Do outro não.Não sei o que quero.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Questionamentos

Abrir mão de prazer momentâneo.
Visar um objetivo ao longe.
Certo ou errado?

Esperar o momento certo pra algo ao alguém.
Não fazer que o momento seja agora.
Certo ou errado?
Prudência ou imbecilidade?

O futuro pode não ser o esperado.
O futuro pode mostrar que os objetivos não eram o certo.
Tudo foi tempo perdido.
Talvez, medo de se arriscar.
De viver.
E quem sabe sofrer?

quarta-feira, 12 de março de 2008

Sem idades

Perdida entre suas palavras.
Sons e pensamentos que me ensinam.
Sons e pensamento que me fazem pequena.

O que dizer a você ?!
Viveu mais que eu.
Teve mais experiências.
Mais sonhos partidos.

Não sei o que posso dizer de interessante.
Minhas frustrações e alegrias são tão iguais.
Tão normais.
E você parece tão especial

terça-feira, 11 de março de 2008

Por que não?!

Hoje
Vou ficar em casa.
Meu quarto.
Minha cama.
Meus livros.
Minhas músicas.

Hoje
Vou pensar.
Relembrar
Abraçar o travesseiro
Chorar
Sofrer

Amanhã, amanhã o sol irá brilhar.
Amanhã
Vou acordar com um belo sol.
Um belo céu.
Um belo sorriso.

Amanhã
Pronta pra viver.
Limpar as dores.
Buscar o novo.

Amanhã,
A felicidade.

Será?!

Essa É A Última Solidão Da Sua Vida
Paulinho Moska
Composição: Indisponível

Essa é a última solidão da sua vida
Aproveite e cure a última ferida
E nunca mais solidão

Solidão
Acordou de madrugada
Com o coração
Já pensando em batucada

Você pulsando
E eu batendo no meu tamborim
Qualquer refrão perdido
Que diz que a dor sempre tem fim
Porque

Essa é a última solidão da sua vida
Aproveite e cure a última ferida
E nunca mais solidão

Sem alvo

A Seta e o Alvo
Paulinho Moska
Composição: Paulinho Moska e Nilo Romero

Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

sexta-feira, 7 de março de 2008

Diversos

Pessoas especiais se vão.
Pessoas especiais surgem.
Pessoas especiais aparecem.

Caminho com diversas pessoas.
Caminhos diversos a serem percorridos.
Você se foi.
Outro, ou outros, já tomaram seu lugar.

Caminho que agora não é o mais o mesmo que era com você.

Solidão

Sol
Praia
Areia
Água-de-coco
Sem amigos
Eu e meus pensamentos.
Eu e meus livros
Eu e minhas músicas.
Solidão
Não!
Conheci-me.
Senti-meEu e eu mesma.

Caminhos Vazios

Estou no mesmo horário de hoje e amanhã.
Passo pelo mesmo caminho de hoje e amanhã.
Mesmo percurso.
Mesma rotina.
Mas tudo está tão diferente.
Vazio.
Não há pessoas no caminho.
Não há tempo no caminho.
Não há caminho.

Um dia tranquilo

Sol
Água salgada
Areia
Amigos

Um dia comum.
Água de coco
Comidinhas
Sorrisos

Cansaço de felicidades
Momentos tão comunsMomentos tão singelos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Decentemente

Seguir o que a sociedade impõe.
Fazer o que lhes dizem ser o certo.
Não fazer o que se tem vontade.
Valores sociais, viver decentemente.

Homens e mulheres decentes.
Não são.
Vivem. Ou sobrevivem?!

Transpus.
Fiz errado.
Não cumpri valores.
Não respeitei leis implícitas.

Sou decentemente eu!

Nem sempre

Juro que pensei.
Amigo tão presente.
Falta tão consistente.
Pensei em te transformar em algo mais.

Algo mais importante!
Queria poder fazer.
Sei que seria perfeito.

Mas o imperfeito nos atrapalharia.
Perderia você.
Amigo-irmão, perfeito.

Felicidade

Cada vez mais quente.
Não consegue parar.
Parar seria desistir.
Desistir de quê?
Night’s
Bebidas
Diversão?!
Não.
Parar, é desistir de buscar.

Buscar a felicidade!

Arte_terapia

Forçada a escrever.
Pelos outros e por mim.
Minha terapia são as letras, palavras e afins.
Hoje nada são.
Apenas letras soltas e unidas.
Amanhã, passado o sentimento são algo.
Sentimento.
Lembrança.
Dor?!Talvez algo!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Sem inspiração

Provas De Amor
Titãs
Composição: Paulo Miklos

Acabo de te trair
Em pensamento
Não deixo você ouvir
O que te traz sofrimento
Acabo de me trair
O que é que eu estou dizendo?

Se é amor tem
Desencontros
Amar também
Um contra o outro
E lutar sempre
Por esse amor
Que morre e reascende
Melhor

Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor

Acabo de me separar
Sem fazer alarde
Te ligo quando chegar lá
E te escondo a verdade
Nós vamos nos reconciliar
E você nem sabe

Se é amor tem
Desencontros
Amar também
Um contra o outro
E lutar sempre
Por esse amor
Que morre e reascende
E não tem fim

Combinamos
Destruir mas
Sempre estamos
Enganados
Vendo-o ressurgir
É você que eu amo

Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor