Há alguns anos eu nem podia imaginar como seria a minha vida.
Nunca imaginei que eu estaria onde estou hoje.
Eu sei que as vezes eu queria estar bem mais longe.
Mas eu estou bem.
Estou feliz, acima de tudo.
Estou lutando muito pra ter tudo o que desejo.
Mas estou fazendo tudo com muito prazer.
Acho que não tenho a menor ideia de onde estarei daqui a 5 anos.
Mas se tudo seguir o mesmo ritmo estarei ainda mais feliz.
E isso não pode ser mensuravel, porque hoje já não é!
Então, é isso!
Rumo a mais um ano de felicidades!
Muitas felicidades!
"Pensamentos não controlavéis. Pensamentos soltos e sem sentidos. Pensamentos de todos e meus.Pensamentos, apenas pensamentos."
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O que eu sinto
Cresceu na zona sul do Rio de Janeiro, num dos melhores bairros da região.
Mas vivia em uma outra realidade.
Filha de pais nordesttinos. Vieram para o Rio muito novos para trabalhar e aqui se conheceram.
Trabalhara e trabalham muito.
Não tem o primeiro grau completo. Mas o puderam dar para os filhos que tem, ou estão terminando, o ensino superior e cursos de especialização.
Essa foi a minha realidade!
Por muitos anos, a menina que cresceu na zona sul do Rio, cresceu como se esse fosse de fato o ambiente dela. Afinal, ela não conhecia os demais lugares. Nada foi feito longe dos arredores de casa.
Estudou em lugares em que a realidade se reafirmava com alguns detalhes.
O curso de inglês só mantinha a ideia da zona sul.
Mas o Pedro II.
Acho que foi ai que tudo mudou.
A adolescente começou a perceber que apesar de ter tudo, não podia ter tudo.
Começou a perceber que ela teria mais que os pais, mas pou causa deles.
O tempo passou, ela cresceu e começou a se deslocar mais pelo Rio, da zona sul a zona norte.
Começou a perceber a diferença em muitos lugares.
Hoje, esse mulher chora ao pegar um onibus cheio e vê um pai de família (parecido com pai dela) mais duas crianças pequenas em pé, esmagadas pelas pessoas.
Ela sente que ele não precisaria passar por isso.
Ela pensa pelo que o pai dela não passou enquanto trabalhava de vigia na zona sul e morava na zona norte e voltava de onibus e cheio de bolsas de supermercado.
As lágrimas rolam também ao ver o trocador com uma deficiencia em um braço e trabalha no calor, por horas e aturando pessoas mal-educadas!
Ela se pergunta por que há tanta diferença.
Ela queria poder fazer alguma coisa.
Mas não sabe o que.
Ela só sabe que sente e não quer parar de sentir.
Só assim a sua luta para melhorar não vai ser sem olhar pros outros, pra ajudar os outros!
Acho que essa menina precisa agradecer muito aos seus pais!
Tanto pelas oportunidades materiais que a ofereceram.
Tanto por ter formado alguém com sentimentos.
Acho que essa menina-mulher precisa fazer um trabalho voluntario.
Mas vivia em uma outra realidade.
Filha de pais nordesttinos. Vieram para o Rio muito novos para trabalhar e aqui se conheceram.
Trabalhara e trabalham muito.
Não tem o primeiro grau completo. Mas o puderam dar para os filhos que tem, ou estão terminando, o ensino superior e cursos de especialização.
Essa foi a minha realidade!
Por muitos anos, a menina que cresceu na zona sul do Rio, cresceu como se esse fosse de fato o ambiente dela. Afinal, ela não conhecia os demais lugares. Nada foi feito longe dos arredores de casa.
Estudou em lugares em que a realidade se reafirmava com alguns detalhes.
O curso de inglês só mantinha a ideia da zona sul.
Mas o Pedro II.
Acho que foi ai que tudo mudou.
A adolescente começou a perceber que apesar de ter tudo, não podia ter tudo.
Começou a perceber que ela teria mais que os pais, mas pou causa deles.
O tempo passou, ela cresceu e começou a se deslocar mais pelo Rio, da zona sul a zona norte.
Começou a perceber a diferença em muitos lugares.
Hoje, esse mulher chora ao pegar um onibus cheio e vê um pai de família (parecido com pai dela) mais duas crianças pequenas em pé, esmagadas pelas pessoas.
Ela sente que ele não precisaria passar por isso.
Ela pensa pelo que o pai dela não passou enquanto trabalhava de vigia na zona sul e morava na zona norte e voltava de onibus e cheio de bolsas de supermercado.
As lágrimas rolam também ao ver o trocador com uma deficiencia em um braço e trabalha no calor, por horas e aturando pessoas mal-educadas!
Ela se pergunta por que há tanta diferença.
Ela queria poder fazer alguma coisa.
Mas não sabe o que.
Ela só sabe que sente e não quer parar de sentir.
Só assim a sua luta para melhorar não vai ser sem olhar pros outros, pra ajudar os outros!
Acho que essa menina precisa agradecer muito aos seus pais!
Tanto pelas oportunidades materiais que a ofereceram.
Tanto por ter formado alguém com sentimentos.
Acho que essa menina-mulher precisa fazer um trabalho voluntario.
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